segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Púlpito não é lugar de "encher linguiça"


Sinto muito em dizer isto, mas já estou entediado com tanta prolixidade em nossos púlpitos. Muitos pregadores - a maioria - falam muito e, para nossa tristeza, transmitem muito pouco. A bem da verdade, não deveriam ser chamados de pregadores ou preletores ou o que quer que seja, senão "enchedores de linguiça". Em sentido figurado, encher linguiça significa "gastar tempo com assuntos muito diversos daquele esperado ou proposto" (Houaiss).

Geralmente, os "enchedores de linguiça" são espalhafatosos; gritam; berram; pulam; expressam trejeitos  específicos; dão profetadas para os incautos; ameaçam quem não concorda com eles etc. Ha! já ia me esquecendo: eles são exímios caramunheiros ou careteiros. Em suma, são um espetáculo à parte, além de sentirem repulsa à boa doutrina (Tt 2.1), evidentemente.

A verdade crua e nua é que apenas o "remanescente" - aqueles que não se deixam levar pelas arestas do modismo - ainda conserva e propaga a Palavra como, de fato, Ela é (2 Tm 3.16). Para os verborrágicos, falar, falar e falar, sem ao menos respeitar o cerne da Doutrina, é o ideal, é coerente. É coerente, sim, com a realidade de muitas igrejas - até centenárias - de nosso Brasil, que valorizam o "ouro" e a "oferta", em detrimento da vida espiritual plena (Mt 23.16-19), escamoteando do povo a liberdade do Evangelho puro e poderoso de Jesus Cristo (Rm 1.16, 17; Jo 8.31, 32, 36).

Essas são minhas simplórias palavras.

JPMS    


Um comentário:

Dr. Francisco Gois disse...

parabéns irmão pela mensagem, convido a visitar meu blog http://franciscogois.blogspot.com.br/2012/09/impossivel-o-mundo-se-acabar-em-2012.html#comment-form