terça-feira, 5 de junho de 2012

Por que muitas pregações falham?

"Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina" (Tt 2.1).

De acordo com o dicionário da língua portuguesa Houaiss, o verbo "falhar", dentre outras acepções, significa "não funcionar ou funcionar mal, deixa de fazer ou cumprir". Aproveitando estas significações, as associaremos ao mau uso que vêm sofrendo as Escrituras, no momento da disposição do sermão ou em quaisquer situações que proporcionem a Sua utilização.

Um dos mais importantes erros de muitos predicantes de hoje é o desprezo à eficácia das Escrituras em convencer o ouvinte (Hb 4.12). Eles, às vezes, acham que são capazes de fazer o que apenas o Espírito Santo pode fazer: "E, quando ele vier, convencerá do pecado, e da justiça, e do juízo..." (Jo 16.8-11). Jamais alguém pode ser genuinamente ganho para Cristo sem a exposição da Palavra de Deus: "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17).

Quando da transmissão da Palavra, não será edificante para a igreja o pregador ficar expondo, o tempo todo, reflexões filosóficas ou pesquisas científicas ou teorias psicológicas ou suposições teológicas ou revelações estranhas à Sã Doutrina, e por aí vai... Na verdade, para que ele alcance realmente o verdadeiro objetivo da pregação deve centrar-se no que a Bíblia realmente diz, e não no que pensa ser verdade:

"Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. Procura apresentar a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja ebm a palavra da verdade" (2 Tm 3.16, 17; 2.15).

Outra falha grotesca que alguns pregadores cometem é ficarem se vangloriando durante o transcorrer da mensagem, contando seus feitos bolorentos. Alguns chegam a se ufanarem tanto que nem percebem (outros o fazem propositalmente) que estão "surrupiando" a glória de Deus. Vejamos o que está escrito em Isaías 42.8: " Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura".

Mais um equívoco observado durante algumas pregações: piadinhas, gracejos, anedotas e coisas semelhantes. Aos "pregadores" que gostam de, durantes suas mensagens, deflagrarem esses tipos de pilhéria, nós temos alguns conselhos: "Por que não se pintam e não vão fazer parte de um circo famoso ou, quem sabe, ingressarem em um daqueles mais simples... pelo menos, lá, vocês farão a alegria da criançada, não acham? Púlpito não é lugar de palhaçadas! Púlpito não é picadeiro!

Quem lida com as Escrituras Sagradas deve cultivar a devida reverência a Ela e ao Deus dEla (Sl 119.120). Quando se despreza a inspiração da Palavra, abre-se inúmeras portas para a "eisegese" ou ideias do próprio leitor:

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20, 21).

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

Um comentário:

Edu Bergsten disse...

Amado irmão, parabéns pelo seu blog e pelo seu trabalho. Que o Senhor seja sempre glorificado através de sua vida. Já estou seguindo seu blog!
Se me der a honra de também visitar o meu blog ficaria muito grato.

http://dudabergsten.blogspot.com.br/

Pr. Eduardo Bergsten