sábado, 15 de outubro de 2011

Qual o seu exemplo de pregador e pregação? Os animadores de auditórios ou Jesus Cristo, o Mestre por excelência?


Cada pregador tem seu estilo próprio, porém existem aqueles "aventureiros" que não se contentam com a naturalidade da pregação e são insensíveis à maneira peculiar das exemplares prédicas de Cristo (Mt 5, 6) e de seus vocacionados (Ef 4.11). É imprescindível imitarmos Jesus (Jo 13.15), e útil e produtivo nos espelharmos em homens, desde que estes andem como Jesus andou (1 Jo 2.6; 1 Co 11.1), mas, procurarmos imitar os animadores de auditório, aqueles que adoram ver o povo glorificar mecanicamente a Deus, isto é, induzidos pela pura emoção humana, é deprimente, não acha?

Tenho a ligeira impressão de que esses pregadores-faísca não cultivam nenhuma comunhão profunda com Deus; durante suas mensagens, eles pulam, batem palma, rodopiam, correm na tribuna, rangem feito animais ferozes etc, no entanto, não falam "de Deus na presença de Deus" (2 Co 2.17). No final, nada acontece. Tudo isso não passa de marketing ou estratégia para angariar a simpatia dos desavisados de plantão. Nessas reuniões, o povo sai sem o Pasto Verdejante (Sl 23.2), desensinadas e despreparadas espiritualmente (Mt 22.29).

O que a Palavra ensina-nos é que devemos estar preparados diante do Senhor: "Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15). O apóstolo Paulo disse a Timóteo: "... pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda longanimidade e doutrina... sê sóbrio em tudo... faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Tm 4.2, 5). Neste versículo, é notória a realidade de que os servos de Deus devem manter uma regularidade na vida cristã, no ministério (genérico) recebido (1 Pe 1.15). Aos pregadores, Paulo diz: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina" (Tt 2.1). 

O nosso maior exemplo de pregador e pregação é Jesus Cristo, o Mestre por excelência (Jo 13.15; 1 Jo 2.6). Ele, enquanto encarnado, falava magistralmente, de modo que os ouvintes ficavam pasmados diante de tanta sabedoria: "... Nunca homem algum falou como este homem" (Jo 6.46). Com apenas doze anos de idade, Jesus maravilhou os doutores da Lei: "E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas" (Lc 2.47). De fato, Cristo é incoparável (1 Co 1.31; Mt 8.16; Lc 5.5). Por que não desatendermos aos manipuladores de púlpito e  imitarmos somente a Cristo? Ele continua o mesmo: "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb13.8).

Em Cristo, o Pregador dos pregadores,

João Paulo M. de Souza 


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