sábado, 20 de maio de 2017

Missionária denuncia: “Há falsos congressos de missões nas igrejas”

Por Jarbas Aragão
Missionária denuncia: "Há falsos congressos de missões nas igrejas"
A missionária Kelem Gaspar dirige o Projeto Campos Brancos, a Escola de Missões Pakau Oro Mon, a Creche Escola Missionária Peniel, além de trabalhar com evangelização nas Ilhas do município de Maracanã, no Pará, onde mora. Além disso, ela está envolvida em uma frente missionária no Peru.
Se o nome dela não é muito conhecido no “circuito” missionário é justamente por que a maior parte do tempo ela se desdobra em múltiplas atividades, que incluem cuidar de dezenas de crianças, onde além de ouvirem a Palavra, recebem reforço escolar e um lanche.
Kelem fez nesta sexta-feira (19) um desabafo sobre o que ela considera “falsos congressos de missões”. Em um longo texto, ela relata que muitos desses eventos que mesmo tendo o título de missionários, “em nada contribuem para o despertamento da igreja, orientação do ministério, aperfeiçoamento da obra ou melhoramento no campo”.
Ela afirma que é comum os preletores oficiais de tais congressos serem “grandes conferencistas internacionais que dificilmente já estiveram em um campo missionário e em nada podem acrescentar aos ouvintes nesse aspecto”.
O desabafo da missionária é baseado em sua própria experiência. Pois ela já esteve em congressos de missões, onde via os pregadores famosos ficarem “hospedados em hotéis cinco estrelas e receberem de cachê uma quantia considerável”. Por outro lado, os missionários da própria igreja acabam hospedados em lugares bem mais humildes e receberam como pagamento apenas “uma saca de roupa usada”.
Indignada com esse tipo de prática bastante comum, ela afirma que por causa dessa “incoerência”, os congressos deveriam mudar de nome. Afinal, geralmente “depois do evento, o nível de conhecimento, compromisso e consciência continua o mesmo”.
Com sua larga experiência nesse campo, ela diz esperar que Deus “abra os olhos da liderança da igreja” e que possam ser convidados apenas missionários “comprometidos com Deus e com sua obra para que preguem e instruam a igreja competentemente acerca dos desafios da obra missionária e da participação de cada um na conquista do mundo”.
Em sua reflexão ela lembra que alguns eventos missionários são realizados em igrejas que não possuem, de fato, “nenhum missionário no campo, nenhum projeto de missões e nem investem em missões”. Para Kelem, trata-se de “uma verdadeira fraude” quando o dinheiro é arrecadado em nome de missões “para ir direto para o caixa da própria igreja” e, assim, os pastores enganam a igreja de Deus “para se beneficiar”.
Ela relata que não deseja mais pregar em eventos que usam o nome “missionário”, mas não o são. Contou também que recentemente participou de um onde o “único missionário” daquela igreja, que fora trazido do campo para participar da festa, visivelmente passava por dificuldades e estava “hospedado em um quartinho atrás da igreja, sem nenhuma estrutura e fazendo suas refeições nas casas dos irmãos durante o evento”.
Ao ver isso, a missionária paraense decidiu entregar todo o valor da oferta que recebeu por ter ministrado nos três dias do congresso ao missionário. Sugeriu que ele investisse em uma prótese dentária, pois lhe faltavam os quatro dentes da frente, e o restante pudesse oferecer mais dignidade à sua família.
A conclusão da missionária Kelem Gaspar é que “nós, brasileiros, gostamos do prestígio da missão, mas não estamos comprometidos com o custo da missão. Amamos a glória, mas fechamos os olhos para o preço”.
O trabalho que ela realiza no Pará pode ser melhor conhecido no site www.missionariakelemgaspar.com.br
Extraído do site GOSPEL PRIME

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Franklin Graham pede clamor pela igreja perseguida

Por Jarbas Aragão


Ao mesmo tempo que prepara um encontro com líderes cristãos e vítimas de perseguição de todo o mundo no próximo mês, a Associação Evangelística Billy Graham está fazendo um alerta geral.
A Associação argumenta que nunca foi tão perigoso ser um seguidor de Jesus nos tempos modernos. “Nós, como cristãos, precisamos acordar. Se não fizermos nada agora, depois será tarde demais”, adverte seu presidente, Franklin Graham.
“A violenta perseguição dos cristãos está em ascensão. Os seguidores de Cristo na África, no Oriente Médio e em vários outros lugares estão sendo torturados, mortos e expulsos de suas casas por causa da sua fé”.
Em um vídeo preparado pelo ministério, eles mostram os sofrimentos dos milhares de cristãos perseguidos e torturados em locais controlados pelo Estado Islâmico, bem como na Coréia do Norte e em outros países da Ásia.
“Isso deveria nos motivar a ajudar nossos irmãos e irmãs em todo o mundo que estão sofrendo uma terrível perseguição”, argumenta Graham. “É algo bárbaro. Esta é hora de nos levantarmos e fazermos alguma coisa.”
O pregador conta que, ao longo do seu ministério, já fez mais de 60 visitas ao Oriente Médio. Ele viu cristãos sendo atacados e mortos. “Nesta parte do mundo, ser um cristão e declarar publicamente sua fé em Cristo pode custar-lhe a sua vida.”
Por isso, a Associação Evangelística Billy Graham, pede que todas as igrejas e denominações cristãs se juntem para “orar por nossos irmãos e irmãs em Cristo”. Franklin tem defendido que a Igreja nos países onde há liberdade deveria se posicionar politicamente, pressionando os governantes, mas sobretudo levantar um grande clamor.

“O Islã radical está ganhando terreno em grande parte do mundo… A Palavra de Deus fala sobre as nações da terra passando por ‘angústia e perplexidade’. Só existe um que tem as respostas, o Senhor Jesus Cristo. Como indivíduos e como nações, precisamos pedir a Ele por sabedoria e ajuda. Ele é a Resposta, desde agora e por toda a eternidade”, disse ele ao Christian Today.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A FÉ DOS HERÓIS DA FÉ

Por João Paulo Souza


Quando leio o capítulo 11 da carta aos Hebreus, sinto minha fé renovada, pois vejo que pessoas como nós conseguiram feitos extraordinários. O segredo? A graça de Deus. Sem a graça do Senhor não somos nada; não chegamos a lugar algum.
Moisés, por exemplo, pela fé, "sendo homem, recusou ser chamado filho da filha de faraó. Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter a alegria do pecado" (Hebreus 11.24-25).
Por sua vez, pela fé, "Abraão, ao ser provado, ofereceu Isaque" (v. 17). Embora Deus tivesse lhe feito a promessa acerca de Isaque, o pai da fé não exitou em entregar o filho da promessa em holocausto a Deus. Isso é fé! É o que faz a diferença na vida de um cristão.
Para maior aprofundamento do tema, recomendo a leitura de todo o capítulo 11 de Hebreus. Leia, reflita e medite.