terça-feira, 23 de agosto de 2016

A trajetória humana e a brevidade da vida - Artigo Gospel Prime

Por João Paulo Souza

Deus criou e formou o primeiro casal para que vivesse para sempre. Adão e Eva não precisavam se preocupar com a brevidade da vida, porque não lhes passava pela mente essa realidade. Porém, num tétrico dia, após haverem pecado, iniciou-se o fenecimento de sua existência humana (Gênesis 2.16-17). Assim, homem e mulher experimentariam o inexorável envelhecimento do corpo e, posteriormente, a morte biológica – isso caso alguém não resolvesse interromper sua carreira natural (Gênesis 4.8).
Quando lemos o livro de Gênesis, ficamos sobremodo espantados com o tempo de vida de algumas pessoas. Por exemplo, a Escritura relata que vários homens viveram mais de 900 anos! São eles: Adão (930 anos), Sete (912 anos), Enos (905 anos), Cainã (910 anos), Jarede (962 anos), Matusalém (969 anos) e Nóe (950 anos). Sem dúvida, é quase inacreditável o tempo de vida desses homens sobre a Terra!
Todos os homens que viveram mais de 900 anos nasceram antes do dilúvio (Gênesis 5). Após a inundação de toda a Terra, das pessoas que vieram ao mundo, ninguém mais chegou a esse marco etário. Apenas alguns se aproximaram dos 500 anos (Arfaxade, Salá e Héber; cf. Gênesis 11). E, gradativamente, os seres humanos foram tendo o período de suas vidas encurtado, até chegarem à média de idade de 120 anos (Gênesis 6.3; cf. Gênesis 11), embora Abraão, Isaque e Jacó terem ultrapassado essa baliza etática (cf. Gênesis 25.7-8; 35.28; 47.28).
O Salmo 90.10 traz-nos uma informação interesse sobre a diminuição drástica da idade das pessoas. Moisés afirmou que os dias da vida humana de seu tempo foram de 70 anos ou, em havendo vigor, 80. Muito impactante esta declaração, não? Quase dez séculos após o início da história bíblica, Moisés escreveu essa oração (Bíblia de Estudo NVI, 2003)[1]. Como a trajetória etática humana declinou ao longo nos séculos!
Ainda no Salmo 90.10, Moisés diz que “tudo passa rapidamente, e nós voamos”. Tiago, corroborando Moisés, assevera que somos “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Nesse sentido, o nosso tempo não está longe do de Moisés nem do de Tiago. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)[2], a expectativa de vida de quem nasceu em 2012 entre as mulheres é de 73 anos; enquanto a dos homens é de 68.
Diante dessa verdade, como devemos agir? O que devemos fazer para conseguirmos cumprir a vontade de Deus e vivermos de forma satisfatória aqui na Terra? O próprio Moisés ensina-nos, por meio de sua oração ao Senhor: “Ensine-nos a contar os nossos dias e usar bem nosso pouco tempo para que o nosso coração alcance a sabedoria” (Salmo 90.12, Nova Bíblia Viva). Contar os dias fala-nos de um viver prudente, com sabedoria.
Indubitavelmente, devemos policiar o nosso tempo. Pensando nisto, estamos empenhando nosso tempo em que ou com quem? Com trivialidades? Exageramos no uso das redes sociais ou em jogos eletrônicos? O uso da internet está nos dominando, a ponto de só conseguirmos criar laços virtuais, em detrimento dos reais? E os estudos, como estão? E o trabalho? E o lazer?  E a família? E o principal: a vida com Deus?
Tomo emprestadas as palavras do apóstolo Paulo: “Tenham cuidado com a maneira que vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades” (Efésios 5.15-16; Colossenses 4.5, Nova Versão Internacional).
Amados leitores, diante da brevidade de nossas vidas, orienta-nos as Escrituras Sagradas a aproveitarmos o nosso precioso tempo da melhor maneira possível: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).
Portanto, empenhemos o nosso tempo para glorificarmos ao Senhor!
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[1] Bíblia de Estudo NVI. São Paulo: Editora Vida, 2003.
[2] Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS. Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/05/expectativa-de-vida-aumentou-em-media-seis-anos-no-mundo-diz-oms.html>. Acessado em 10/08/16.
Artigo publicado no Gospel Prime.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como vencer tentações diabólicas - Artigo Gospel Prime

Por João Paulo Souza

A passagem bíblica sobre a Tentação de Jesus (Mateus 4.1-11) é rica em ensinamentos para a Igreja de Cristo. Durante a leitura sobre a tentação do Senhor no deserto, descobri algumas verdades espirituais. Por isso, gostaria de compartilhá-las neste artigo.
Depois de batizado por João e levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo inimigo, Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites. Após este período de tempo, sentiu fome. Aproveitando-se da situação, o Diabo fez-lhe uma proposta humanamente irresistível: “Manda que estas pedras se transformem em pães” (v. 3). Ao ouvir esta tentadora sugestão, o Filho prefere honrar o Pai, dizendo: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (v.4). Sem dúvida, o Pão do Céu é mais saboroso (Jó 34.3)!
O segundo momento do confronto entre o Filho do Deus Verdadeiro e o pai da mentira foi marcado pela tentativa do Diabo de induzir Jesus a desobedecer a Deus: “Se és Filho de Deus, atira-te abaixo” (v. 6). Ao que respondeu o Cristo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (v. 7). Mais uma vez o Nazareno desconstrói o ardiloso argumento de seu oponente, mostrando-nos que “o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1 Samuel 15.22).
Ao ser tentado a adorar o Diabo, Jesus bradou contra o Diabo: “Retira-te, Satanás” (v.10). O Mestre da Galileia sabia que a sua vida e a sua obra não tinham nada a ver com o príncipe das trevas (Mateus 16.23; cf. 1 João 3.8). O Deus Conosco completou: “Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (v.10). O nosso Senhor tinha um coração totalmente voltado para o Seu Deus: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4).
Depois que o adversário foi embora, as Escrituras dizem que vieram alguns anjos e começaram a servir o Senhor Jesus Cristo (cf. v.11). Hipoteticamente, podemos imaginar os anjos servindo-lhe uma comida saborosa (cf. 1 Reis 19.5-7), bem como manifestando alegria pelo triunfo de Seu Senhor.
Diante dessas palavras, temos a maravilhosa oportunidade de aprendermos a vencer as tentações malignas que nos sobrevêm diariamente, através das verdades e princípios observados na vida de Jesus.
Ou seja, quando priorizamos as Escrituras Sagradas, cumprimos a vontade de Deus e adoramos exclusivamente ao Eterno, bênçãos espirituais e materiais são dispensadas sobre cada um de nós.
Portanto, que possamos renunciar o nosso eu e viver a vida de Cristo em nós: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.20).

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Colunista do portal evangélico GOSPEL PRIME



Deus abriu-me uma porta espaçosa de divulgação de meus escritos, para a edificação da Igreja do Senhor espalhada pelos quatro cantos da Terra.

Ao Senhor Jesus Cristo seja a glória, a honra e o louvor para sempre!

Leia, na íntegra, o meu primeiro artigo. Clique AQUI para ter acesso ao texto.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Enquanto calei os meus pecados


Por João Paulo Souza




A história humana é permeada por acontecimentos nefastos. Estes nem sempre são influenciados diretamente pelo pecado, mas acontecem na vida das pessoas simplesmente por causa de sua suscetibilidade existencial. Todavia, nada é tão danoso quanto à violação da vontade de Deus.

No Éden, após pecarem, nossos pais esconderam-se de Deus, fugindo de Sua presença (Gênesis 3.8). O pecado golpeou-lhes a consciência outrora santa. Nessa ocasião, Adão e Eva foram, de súbito, assaltados pelo sentimento de culpa e de medo. Veja o que disse Adão, ao ser procurado pelo Senhor: "Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi" (Gênesis 3.10).

Assim como Adão e Eva, muitas pessoas continuam pecando e escondendo-se do Criador. Quem assim pensa nunca obterá a paz perfeita em seu coração: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia" (Salmo 32.3). Não pense o pecador que, após transgredir os mandamentos de Deus, poderá autoperdoar-se, achando que estará resolvido o problema da culpa em sua consciência. Não! Essa forma de pensar é antibíblica!

O melhor caminho para que o pecador se reconcilie com o Senhor é fazer confissão de seus pecados a Deus e, em seguida, abandoná-los para sempre (Provérbios 28.13). Caso o transgressor não queira reconhecer os seus erros, a mão do Justo Juiz pesará cada vez mais sobre ele: "Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio" (Salmo 32.4).

Baseado nessas passagens bíblicas, penso sobre a realidade de muitos crentes espalhados nas igrejas evangélicas do Brasil e do mundo. Quantos não estão com sua consciência ferida pelo pecado, precisando, urgentemente, do perdão divino? Mas como serão perdoados, se não confessam suas imundícias Àquele que tem o pleno perdão em suas mãos?

Por fim, encerro esta postagem, fazendo esta confrontação: "Vale a pena ficar escondendo os próprios pecados diante das pessoas, se os ouvidos e os olhos do Senhor estão por toda parte (Salmo 94.9; 139.7-10) e, no tempo certo, caso não haja arrependimento genuíno e produção de bons frutos, Ele mesmo lançará no lago de fogo e enxofre todos os que vivem na Terra desobedecendo à Sua Palavra?".

sábado, 30 de julho de 2016

A infância e seus rumos - A sensualização da infância


Por Ana Cláudia Alves


Recebi um tema bastante sugestivo para falar nesta edição do AdNews: a Sensualização da infância. Esse é um assunto sobre o qual devemos refletir com clareza e que está ligado a outros dois temas: a adultizacão infantil e  a relativização dos valores, especialmente aqueles calcados em princípios que representam tradições da nossa sociedade.

Ao falarmos sobre a adultização, precisamos dizer que esse é um lado da moeda. Ao mesmo tempo, em que se evita um mínimo de responsabilidade na infância e na adolescência, que cada vez se prolonga mais,  erotiza-se a infância produzindo, especialmente,  crianças sensualizadas e expostas, cada vez mais cedo, a uma cultura que trata o corpo como objeto descartável do prazer imediato.  Esta é uma ambiguidade que se traduz nas relações juvenis, cada vez mais precoces que podem ser resumidas na seguinte frase: jovens imaturos para relacionamentos sérios, mas instruídos para o exercício da sexualidade, numa conjunção de valores em que ser responsável é não pegar DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)  e não engravidar.

É importante desfazer mitos sobre a sexualidade infantil e, ao mesmo tempo, refletir sobre quais são os limites e fronteiras de um desenvolvimento que julgamos saudável. Não podemos e nem devemos tratar a criança como assexuada. Qualquer pai ou mãe atento sabe que há um desenvolvimento do conhecimento do corpo que se dá na infância, como processo do próprio reconhecimento de si e das diferenças físicas, sociais e culturais sobre si mesmo e o outro.  No entanto, a erotização da infância não pode ser confundida com este aspecto do crescer. Dizer que não ceder ao modelo atual de abordagem do tema é não tratar do desenvolvimento psicossexual da criança é no mínimo intelectualmente desonesto!

No Brasil, atentamos para este fenômeno a pouco tempo. Para muitos, falar reprovando atitudes erotizantes é, inclusive, fruto de uma regulação conservadora arcaica inibidora de liberdades individuais.  No entanto,  este é sim um fenômeno que não começou agora. Vamos voltar no tempo, especialmente aos anos oitenta, com a eclosão das apresentadoras infantis  e suas ajudantes  com seus figurinos, representado um misto de ninfetas sensuais e personagens infantis. Já que estas,  ao mesmo tempo,  usavam penteados  e figurinos coloridos e infantilizados mas sem abandonar uma clara proposta sensual e reveladora do corpo. Programas como Gladys e seus bichinhos, exibido nos anos 70, conhecido por seus personagens ingênuos e sua apresentadora chamada de tia pelas crianças perderam espaço. As tias cederam lugar a loiras e morenas esculturais! Logo, logo, essas se tornaram figuras seguidas e presentes no imaginário infantil e passaram a ter sua imagem explorada pela indústria do entretenimento em produtos próprios para a infância.

Assim, a sociedade brasileira começou a trilhar cada vez mais um caminho de erotização da infância que hoje se revela na tentativa de tratar o prazer sexual  e a discussão da sexualidade como algo presente já na segunda infância. Não é exagero! É só lembrarmos das cartilhas ensinando as crianças a tocarem seus genitais numa busca exploratória por prazer e das constantes tentativas de incluir o que se chama de educação sexual nas escolas. Além disto, pode-se também perceber a mudança no vestuário infantil que a cada dia apresenta de forma mais  dominante modelos que aparecem nas vitrines adultas com uma proposta sensual  em tamanhos menores para as crianças.  Estas iniciativas se traduzem no forte apelo infantil por cantoras sensuais adultas, que constroem seus personagens e músicas com um apelo à erotização  e a imagem de mulheres indomáveis e dominadoras pela via da sensualidade. Já houve o tempo da Kelly Kye, agora temos as músicas da funkeira Anita e os sons internacionais com proposta sensual nas baladinhas das festas infantis de aniversário. Por exemplo, não é incomum ir a um aniversário infantil de alguém que não professa a fé cristã e ver as crianças enlouquecidas dançando ao som da voz masculina Shaggy que canta: Hey, Sexy Lady! ou menininhas dançando as coreografias de Anita, descendo até o chão e com vestuários na mesma proposta.

Os defensores das formas contemporâneas de erotização da infância se dividem em dois grupos. Primeiro, o dos que exploram a indústria do vestuário e do entretenimento infantil, esta já descrevemos acima. Todavia, há aqueles que rejeitam este titulo. Eles até me processariam se desse nome aos bois. São os que defendem modelos ideológicos em que não se espera pela pergunta infantil sobre a sexualidade, esses sentem uma forte necessidade de antecipar-se e apresentar orientações sobre o comportamento sexual. Sim! Eles não querem falar de biologia! Não querem esperar! Sua urgência é evidente e segue uma agenda muito bem pensada e estabelecida. Querem entrar na sala de aula e sem que nenhuma criança pergunte começar a falar. Isso, de preferencia, na ausência dos arcaicos pais que produzem um modelo denominado por eles como modelo opressor de educação sexual.  Essas tentativas estão na escola, mas não só lá. São da mesma engenharia social que apresenta sutilmente sua mensagem sexualizada nos desenhos animados e nas revistas  e folhetins televisivos que já tiveram como publico jovens, também adolescentes e hoje trabalham para atrair crianças entre 7 e 8 anos. Elas estão também nas cenas sutilmente colocadas em filmes infantis, em que só crianças que assistem aos mesmos filmes até memorizar as cenas percebem.

Os engenheiros dessa nova ordem social propõem um olhar sobre quem anda na direção oposta que os situa como arcaicos que têm uma visão assexuada da infância. Não se trata disto! Trata-se de esperar as perguntas antes de dar informações! Trata-se de esperar o corpo crescer antes de instigar a mente, trata-se de tomar a mão de uma criança e andar no ritmo dela, em vez de colocar em mãos massificantes o crescimento de nossos filhos. Trata-se de tratar o corpo das nossas menininhas sem coisificá-los. Trata-se de dizer não  a erotização da infância e deixar que eles cresçam e se reconheçam sem pressa, tratando o outro como pessoa e não como uma boca a mais a beijar e um corpo a mais a explorar quando crescerem.  Trata-se de dizer não à erotização de nossos pequeninos.  Trata-se também de deixar que nossos pequenos saibam que valem o preço valioso do sangue do Cordeiro Unigenito, antes que alguém lhes digam que precisam desnudar o corpo numa self para terem valor para alguém.  Nós, pais cristãos, somos responsáveis pela contracultura da resistência! Goste o mundo, ou não, estamos na terra e continuaremos resistindo de pé, mesmo que todos se dobrem.

Texto extraído do blogue Mamãe está em casa.

A imagem não consta do texto original.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Um Alerta para Líderes, Membros e Congregados das Assembleias de Deus no Brasil


Por Altair Germano


Já há algum tempo a CPAD, editora oficial da denominação, vem se afastando de sua missão confessional de contribuir com material inteiramente confiável para promover e preservar a sã doutrina. Em alguns dos livros que trazem o seu selo editorial encontramos autores e conteúdos com teologias que não são compatíveis com aquilo que cremos e que herdamos historicamente dos nossos pioneiros.

Durante os dez anos em que ocupei o cargo de Superintendente Geral das Escolas Bíblicas dominicais na Assembleia de Deus em Abreu e Lima-PE, detectei inúmeras vezes contradições doutrinárias e outros erros nas Lições Bíblicas, onde tive que alertar dirigentes e professores, e em algumas ocasiões comunicando também ao setor responsável da Casa os fatos, sem que uma só vez uma errata fosse publicada em seus periódicos nos casos que informei. Atualmente os mesmos erros e falhas continuam.

Sob o argumento de ampliar sua atual “vocação”, e priorizando o aspecto comercial em detrimento do confessional, a CPAD agora, além dos livros de outras editoras, abre também as portas de suas lojas para autores com convicções teológicas e doutrinárias conflitantes com as da denominação, como o calvinismo, o universalismo e outras.

Diante dos fatos, enquanto não sabemos que decisão será tomada no âmbito interno da instituição, fica aqui o alerta para que os líderes, membros e congregados das Assembleias de Deus no Brasil examinem com bastante cuidado o material publicado pela própria CPAD (livros e lições bíblicas), e o exposto em suas lojas oriundos de outras editoras.

Respeitarei qualquer que seja a decisão interna quanto aos rumos da Casa, mas não poderia deixar de fazer este alerta, pois sabemos que muitos assembleianos estão expostos ao risco de absorver por meio da editora oficial e de suas lojas, ensinos que não se sustentam à luz das Sagradas Escrituras.
Oremos por aqueles que fazem a nossa CPAD, e continuemos a ensinar a sã doutrina ao rebanho que o Senhor nos confiou.

Pr. Altair Germano
Itália, 22/07/2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Princípios bíblicos para uma aprendizagem eficaz

Por João Paulo Souza



No tocante aos desenvolvimentos físico, intelectual e espiritual, nós não nascemos prontos. Pelo contrário, ao longo de nossa existência, seja pela maturação orgânica ou através das culturas com as quais entramos em contato, vamos nos formando. Nesse sentido, com relação ao mundo intelecto-espiritual, os que têm a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16) entendem que o seu aprendizado deve ser alicerçado a partir da cosmovisão cristã, que é baseada em Cristo e nas Escrituras Sagradas.

Para que possamos compreender com mais clareza o aprendizado eficaz, isto é, aquele que está submetido aos ensinos bíblicos, listamos abaixo alguns exemplos.

1. Temer a Deus (Provérbios 1.7). Sem dúvida, não foi à toa que o proverbista disse que "o temor do Senhor é o princípio do saber". Para cada um de nós, Daniel e seus amigos são um excelente exemplo de quem temia a Deus. As Escrituras dizem que Daniel, por temer verdadeiramente ao Senhor, resolveu em seu coração não se alimentar com a comida e nem com o vinho que o rei da Babilônia bebia. Por isso, sua fidelidade ao Eterno rendeu-lhe uma sabedoria multiplicada por dez (Daniel 1.20). Quando tememos a Deus, a autêntica sabedoria nos é dada livremente.

2. Compreender o presente por meio do estudo do passado (Lucas 4.16-21). Jesus Cristo ajuda-nos a aprender mais um aspecto do aprendizado eficaz. Quando Ele, enquanto estava na sinagoga de Nazaré, ler o livro do profeta Isaías e revela a relação espiritual entre o passado e o presente, o Mestre revela a importância do estudo histórico para o descobrimento do contexto de seu tempo: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (v. 21). Indubitavelmente, Jesus era um exímio estudioso da história do povo de Israel e dos assuntos divinos (Lucas 2.40; 2 Pedro 3.18).

3. Saber selecionar bem as fontes de leitura (2 Timóteo 4.13). Há vários exemplos bíblicos de seleção de textos para leitura, mas gostaria de pontuar apenas o do apóstolo Paulo. Em 2 Timóteo 4.13, está escrito: "[...] Traze... os livros, especialmente os pergaminhos". Podemos ver neste versículo a preocupação de Paulo com a leitura. Ele pede para Timóteo levar até ele algumas fontes literárias. Possivelmente, nesse período o doutor dos gentios estava preso em Roma. Entretanto, ele pede para o seu filho na fé lhe levar suas leituras selecionadas. Dessa forma, aprendemos com esse homem de Deus que nossas leituras devem ser distintas, sujeitas aos objetivos de vida que planejamos.

4. Ouvir mais e falar menos (Tiago 1.19). "Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio", afirma Provérbios 17.28. O proverbista, assim como Tiago, alerta-nos para o cuidado com o que falamos. "Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro" (Tiago 3.6). Portanto, devemos ouvir mais e falar menos: "Você já percebeu que nós temos duas orelhas e uma boca?".

Texto extraído do blog Pedagogizando com Cristo.