segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Lembrai-vos da mulher de Jó

Por João Paulo Souza

A cidade de Sodoma era bem atraente, haja vista Ló, após se separar de Abraão, ter ido habitar nesse lugar. Diz-nos a Bíblia que Ló, ao se afastar de seu tio, “ia armando as suas tendas até Sodoma” (Gn 13.11). Porém, o que o sobrinho de Abraão não imaginava era que essa região fosse infestada de homens “maus e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn 13.13).
Antes de acontecer a separação entre tio e sobrinho, houve uma confusão entre os pastores de Abraão e os de Ló, e, com a anuência do patriarca, Ló escolheu um novo rumo para a sua vida, escolheu ir para um lugar que lhe parecia mais próspero e seguro. Sem dúvida, a campina do Jordão era de encher os olhos. Ninguém, em sã consciência, poderia discordar da “bela” escolha de Ló. Exceto Deus.
Não é assim que acontece conosco às vezes? Em algumas ocasiões fazemos escolhas pelo que vemos com os nossos próprios olhos. Contudo, para que evitemos posteriores tropeços, atentemos para o que está escrito em Jeremias 17.9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Somente Deus conhece plenamente os nossos corações: “Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos” (Jr 17.10a).
Diz-nos o Livro Santo: “levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada” (Gn 13.10. Certamente, a visão que Ló teve foi inebriante! Podemos imaginar o seu olhar brilhante, olhando para algo que, exteriormente era belo, mas interiormente era horrível. Lá em Sodoma lhe aguardavam homens maus e pecadores terríveis* contra Deus.
A má escolha de Ló trouxe-lhe consequências irreparáveis. Sua mulher, já envolvida pela vida libertina de Sodoma, desobedeceu à ordem divina de não olhar para trás, quando fugia da cidade dos sodomitas. Olhando para trás, sua consorte “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Diante disso, como não ficou o coração de Ló, ao perceber que sua esposa já não estava mais correndo ao seu lado? Há algo semelhante acontecendo com você? Mas não pare na caminhada cristã. Prossiga!
Para onde o nosso coração está voltado? Para o mundo e suas exterioridades ilusórias? Ou para o Reino de Deus, que é eterno e verdadeiro (Mt 6.33; 2 Pe 1.11)? Lembrai-vos da mulher de Ló!
NOTA
* Para obter mais detalhes sobre a vida pecaminosa dos moradores de Sodoma, recomendo a leitura dos capítulos 18 e 19 de Gênesis.

Artigo publicado no Gospel Prime.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lições de Bartimeu

Por João Paulo Souza


Observando atentamente Marcos 10.46-52, podemos extrair algumas lições importantes para as nossas vidas. Vamos aprender com Bartimeu? Vejamos:

1) Embora sendo cego e mendigo, Bartimeu clamou por Jesus: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (v. 46-47);

2) Embora muitos o repreendessem para se calar, Bartimeu continuou insistindo: "E muitos o repreendiam para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais" (v. 48);

3) A compreensão teológica que Bartimeu tinha de Jesus fez com que o Senhor o chamasse: "E Jesus, parando, disse que o chamassem" (v. 49);

4) De tanto insistir, Bartimeu acabou ouvindo palavras positivas: "Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama" (v. 49);

5) Bartimeu teve disposição para ir até Jesus: "E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus" (v. 50);

6) Bartimeu ouviu atentamente a voz de Jesus: "Que queres que te faça?" (v. 51);

7) O cego falou com Jesus, pedindo o que humanamente necessitava naquele momento: "Mestre, que eu tenha vista" (v. 51);

8) A fé de Bartimeu em Jesus triunfou diante das adversidades: "Vai, a tua fé te salvou" (v. 52);

9) Por fim, depois de curado, Bartimeu escolheu seguir Jesus, o que é mais importante: "E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho" (v. 52).

Diante dessas observações sobre Bartimeu, devemos entender que Jesus é cheio de misericórdia e que não despreza todos aqueles que dEle necessitam.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Características de um mercenário

Por João Paulo Souza

Durante um de seus ensinos, Jesus afirmou aos seus discípulos que Ele era a “porta das ovelhas” (Jo 10.7). Além disso, arrogou a si o título de “bom pastor” (Jo 10.11). Todavia, alertou aos pupilos sobre a existência de mercenários. E é sobre estes que eu gostaria de discorrer neste texto.
O que vem a ser um mercenário? De acordo com o dicionário da Bíblia do Obreiro[1], mercenário significa “aquele que trabalha apenas pelo salário”. Nesta definição, notemos a palavra “apenas”. Isto quer dizer que um mercenário trabalha exclusivamente para satisfazer os seus desejos avarentos, deixando de lado outros aspectos relacionados com o que esteja empenhando trabalho e tempo. Para o mercenário, o compromisso maior é com ele mesmo.
Sabendo disso, Jesus traçou um paralelo entre Ele e o mercenário. Ao fazer isso, o nosso Mestre apontou algumas características importantes que identificam um interesseiro dos bens alheios.
A primeira característica de um mercenário já foi explicada pelo seu próprio conceito, isto é, pessoa que investe tempo, trabalho e recursos em prol dos próprios interesses. Será que você não conhece algum líder que se encaixa direitinho nessa acepção? Alguns telepregadores servem-nos de exemplo. Basta ligarmos a TV e assistirmos, durante alguns minutos, a arte de conseguir dinheiro facilmente em seus programas.
A segunda marca identificadora de um mercenário é que ele “não é pastor” (Jo 10.12). Se ele não é pastor, sequer é um discípulo de Cristo, porque está exercendo uma função sem ser chamado e separado pelo Senhor Jesus: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11). Por isso, quantos não estão em pecado!
O Senhor Jesus pontuou também a terceira característica de um venal: “de quem não são as ovelhas” (Jo 10.12). Se o mercenário não é pastor, logo não tem autoridade delegada por Deus para cuidar de uma igreja. Eis a explicação de muitas igrejas acabarem indo a bancarrota – pelo simples fato de terem como líder um mercenário.
A covardia também assinala a identidade desse interesseiro. Ele “vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge” (Jo 10.12). A ação do covarde deixa as ovelhas à mercê do lobo – que pode ser considerado outro tipo de líder que não vamos falar sobre ele aqui. Isso significa que as ovelhas (a igreja que está sendo “pastoreada”) ficam vulneráveis a falsos ensinos, a modismos litúrgicos e a uma vida descompromissada com o Evangelho de Cristo. Os novos conversos não amadurecem; tampouco os mais antigos na fé conseguem progredir espiritualmente (Hb 5.12).
Por fim, Jesus resume quem é, de fato, esse falsário: “Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas” (Jo 10.13). Por isso, podemos inferir que, na cabeça do mercenário, sempre soa a seguinte pergunta: “Para que cuidar das ovelhas, se o que realmente importa é viver do que elas podem me oferecer?”.
Portanto, amados, refutemos com a Bíblia os ensinos e as práticas desse avarento, bem como oremos para que o Senhor o repreenda!
NOTA
[1] Bíblia do Obreiro. Sociedade Bíblica do Brasil, 2014. Barueri, SP, p. 1588.

Artigo publicado no Gospel Prime.

domingo, 13 de novembro de 2016

Antes de morrer, pastor fez oração por assassino

Por Jarbas Aragão


Enquanto a polícia ainda investiga a morte do pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, testemunhas dão novos detalhes do crime. O líder da Assembleia de Deus Ministério Missão sem Fronteiras, em Belford Roxo, Rio de Janeiro fez uma oração pelo seu assassino minutos antes de ser baleado.
Essa informação foi revelada pelo pastor David Silva, ligado ao ministério de Marco Aurélio.  Na sexta-feira (11), enquanto evangelizava traficantes na entrada da favela Gogó da Ema, em Belford Roxo, recebeu dois tiros à queima-roupa.
David também contou que eles faziam esse tipo de trabalho em comunidades, há 15 anos. O pastor Marco Aurélio mantém uma casa de recuperação de viciados no município.
“Ele foi um pai para mim. E era para eu estar com ele naquele momento, só não estava porque precisaram de mim na igreja. Mas antes de ajudar a recuperar vidas, eu fui um deles, e sei a importância desse trabalho. Por isso iremos continuar esse legado que ele nos deixou”, assegurou David ao jornal O Globo.
O pastor morto era conhecido pelo que fazia. Contudo, na sexta foi abordado por um traficante visivelmente drogado e que não o conhecia. Após se identificar como pastor, aconselhou o criminoso e fez uma oração por ele. Minutos depois, segundo conta um amigo que estava com ele, Marco Aurélio, que recentemente fez uma operação na perna esquerda, se abaixou para coçar a perna e pegar uma muleta.
O traficante teria se assustado e baleado o pastor. A polícia acredita que ele possa ter confundido a muleta com uma arma.
O pastor assembleiano tinha 48 anos e foi enterrado neste domingo (13), no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Deixou a esposa, a missionária Márcia Lima; três filhos, Jeremias (23 anos), Kerem (20) e Marcos Vinícius, 17 anos; além de dois netos, Hilary Costa, de 3 anos e Heitor Costa, de oito meses.

Família deseja que traficante se converta

O filho mais velho do falecido, Jeremias, de 23 anos, afirmou: “Quero que esse rapaz vá para igreja. Está nas mãos de Deus. Não quero mal para ele não, cara. Meu pai não ia querer mal para ele, por que eu iria querer?”.
Pelas redes sociais, parentes e amigos expressaram a tristeza com a morte do pastor.
“Como ele sempre dizia: missão dada, missão cumprida. Combati um bom combate, terminei a carreira e guardei a fé! Obrigado por ter sido meu pai”, escreveu Kerem, filha da vítima.
Uma mulher, que seria membro da igreja que ele pastoreava, fez a seguinte homenagem: “vamos sentir saudades deste homem de Deus que, com todas as suas falhas era um homem que ajudava, prestativo e fazia de tudo pelo seu próximo (…) Não podemos questionar, querer entender o motivo. Deus tem o controle de tudo. O Espírito Santo fará o restante, consolar a todos nós”.
Matéria extraída do site GOSPEL PRIME.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cantores e músicos sim, levitas não



Não sabemos quando começou, no meio cristão, o costume de se chamar cantores e músicos de levitas. Será que esse hábito está correto? Para respondermos a contento esta pergunta, necessitamos de recorrermos às Escrituras.
Primeiramente, quem eram os levitas? Os levitas eram descendentes de Levi – um dos filhos de Jacó (Gn 29.34). Os filhos de Levi eram um clã consagrado a Deus (Nm 3.12, 13) e responsável pelo cuidado do Templo. Eles ensinavam a Torá ao povo de Israel, serviam aos sacerdotes e cuidavam do Templo (Nm 3, 4).
Entre os levitas existiam homens designados para exercerem vários ofícios e atividades específicas no Santuário: eram sacerdotes (Ex 4.14; Nm 3.1-3, 10), porteiros (1 Cr 9.26), cantores (1 Cr 6.31-48), cuidavam dos utensílios sagrados (Nm 3.25-26, 31, 36, 37) e montavam e desmontavam a Tenda da Congregação no deserto (Nm 4). Vale salientar que até a varredura e a limpeza dos átrios do Templo eram de responsabilidade dos levitas, ou seja, eles desenvolviam uma espécie de serviços gerais na Tenda e, posteriormente, nos templos de alvenaria (de Salomão, de Zorobabel e de Herodes).
Corroborando essas verdades sobre os levitas, Souza Filho diz:
Biblicamente não existem equipes de levitas que se dediquem exclusivamente ao louvor da igreja. Os levitas eram uma tribo escolhida por Deus – e Deus tinha duas razões que eram a de compensar os primogênitos mortos no Egito – e deviam se dedicar unicamente ao serviço religioso, que incluía fazer a faxina do tabernáculo, carregar equipamentos, limpar banheiros, fazer o trabalho de açougueiro, cozinhar, lavar louça, e, entre eles, havia músicos que eram convocados para se dedicarem ao louvor contínuo.*
Após essa sucinta introdução acerca desses homens consagrados, compreendemos que é temerário chamarmos cantores e músicos de levitas, pois, dessa forma, estaremos contribuindo para a criação – ainda que informalmente – de uma classe especial de crentes dentro da Igreja de Cristo. Em o Novo Testamento (NT), em nenhuma parte lemos ou percebemos os apóstolos chamando cantores e músicos de levitas. Encontramos, sim, a palavra “levita” em Lucas 10.32 e em Atos 4.36; e “levitas” em João 1.19. Mas todas elas fazem referência aos legítimos filhos de Levi.
Como dito anteriormente, dentre os levitas existiam sacerdotes. Isso significa que, no Antigo Testamento (AT), todos os sacerdotes pertenciam exclusivamente à tribo de Levi. No entanto, quando olhamos para o NT, observaremos a quebra desse paradigma, pois Cristo, através do seu sacrifício expiatório, fez-nos reino sacerdotal: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real” (1 Pe 2.9).
No AT apenas o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos (Lv 16.2). Todavia, Cristo rasgou-nos o véu de divisão do Templo, dando-nos pleno acesso ao Pai Celestial. Somos, agora, sacerdotes e sacerdotisas de Deus:
Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água limpa (Hb 10.19-22).
A bem da verdade, todos os salvos, de certa forma, são “levitas espirituais”- porque são “sacerdotes” de Deus -, e não um grupo seleto que toca instrumentos e canta músicas nas igrejas. Portanto, cantores e músicos cristãos não devem ser chamados de levitas.
NOTA
* SOUZA FILHO, João A. de. O livro de ouro do ministério de louvor. Santa Bárbara d’Oeste, SP: Z3 Editora, 2010, p. 143-144.

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O que tem a ver o rico com a perdiz?



Vivemos num mundo em que, se alguém tem muitas posses materiais, ele é considerado próspero. Essa visão fundamenta-se numa cosmovisão meramente materialista. Assim sendo, se uma pessoa só procura satisfação em coisas terrenas, logo, para ela, a realidade espiritual não tem importância alguma.
Para os ímpios ambiciosos, o mais importante é terem bens em abundância: dinheiro, veículos, mansões, apartamentos, etc. O resto fica para depois. Nesse caso, o dinheiro, para elas, é o seu deus supremo.
Na Bíblia, encontramos um personagem com essa filosofia de vida. Em Lucas 12.16-20, Jesus narra uma parábola acerca de um homem rico materialista:
O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Podemos observar nesse homem uma acentuada preocupação com o crescimento material. Em nenhum momento de sua prosperidade ele faz menção de Deus, apesar de o Senhor ter mandado chuvas para a sua plantação e ter-lhe permitido uma boa colheita (Mateus 5.45). O texto sagrado diz que sua produção e seu granjeio foram violentos: “O campo (…) produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?”.
Todavia, o Senhor fez-lhe uma reprimenda, chamando-lhe de “louco” (v. 20). Isso mesmo, todos aqueles que priorizam as riquezas são “sem juízo” diante de Deus.
Biblicamente, entendemos que os tesouros dos ímpios servem-lhe de verdadeiras armadilhas. Na verdade, os impiedosos são como a perdiz: “Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias, as deixará e no seu fim será insensato” (Jeremias 17.11).
Mas alguém pode indagar: “E se o ímpio morrer cheio de riquezas?”. O apóstolo Paulo responde: “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (1 Timóteo 6.7). Consequentemente, restará ao ímpio tão somente o caixão de defunto e o túmulo sombrio. Dali para a frente, o caso é eternamente funesto.
Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

domingo, 2 de outubro de 2016

Quem você elegerá por estes dias?

Por Herenilton Julião



“Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses.”
(1Samuel 16.6,7)

Diante do atual clima de disputa eleitoral em todo o Brasil neste mês de outubro, vejo uma boa oportunidade de falar de uma escolha pessoal. Escolha esta que determina como se encaminhará nossa vida daqui pra frente. A questão que gostaria de deixar para reflexão no presente post é: Quem está no controle do nosso viver é um “EU” antropocêntrico ou a pessoa bendita de Jesus?

Há algumas aplicações espirituais nas passagens que narram a eleição de Saul pelo povo hebreu (1 Samuel 8-12). A eleição desse rei representou uma mudança de paradigmas. Foi a saída do regime tribal para a monarquia e um aparente avanço para o regime político e social de Israel. No entanto toda a tomada de decisão dos “cabeças” contava com a desaprovação divina (1 Samuel 12.12-19). Ou seja, temos de um lado o regime teocêntrico e do outro o regime antropocêntrico, representado por Saul.

O povo desejava muito ter um líder visível. Deus o concedeu, no entanto advertiu-os através de Samuel que a servidão dos homens significaria um jugo pesado (1 Samuel 8.10-18). Mas como convencer do contrário um coração obstinado que já se decidiu em seguir o seu próprio pensamento? Isso é um questionamento para o acontecimento histórico, mas poderia facilmente aplicá-la ou até mesmo reformulá-la para o tempo presente. Ao invés disso, poderia dizer: Como convencer uma geração tão aculturada em aparência exterior a investir em valores espirituais e eternos?

A bem da verdade, vivemos dias em que o aparente tem dominado por completo muitas vidas. E muitos viram escravos da moda, obcecados em ter o corpo perfeito, na popularidade, na fama... Todavia, a Palavra Deus nos fala fortemente que as coisas mais importantes não se podem ver, que são eternas, (1Cor 4.18) e também nos ensinam a viver pela fé e não por vista (1 Cor 5.17).

O povo desejava ser como as demais nações (1Sam 8.20). A transição para a monarquia não só representava uma mudança interna; era um meio para se igualar as nações vizinhas e pecadoras. Em sentido espiritual podemos dizer que é perigoso quando uma pessoa crente tenta se igualar ao mundo (entenda-se com isso o sistema pecaminoso regido por Satanás). As más influências do mundo conduzem a grandes abismos, como vícios e prostituição e, por fim, a perdição eterna (Rom 8.6).

Por fim, amados, gostaria de lembrá-los que só existem duas opções a nossa disposição: ou fazemos a vontade da carne ou fazemos a vontade do Espírito (Gl 5.17). Sem votos em branco ou nulo. A escolha é toda sua. A responsabilidade também.