domingo, 13 de novembro de 2016

Antes de morrer, pastor fez oração por assassino

Por Jarbas Aragão


Enquanto a polícia ainda investiga a morte do pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, testemunhas dão novos detalhes do crime. O líder da Assembleia de Deus Ministério Missão sem Fronteiras, em Belford Roxo, Rio de Janeiro fez uma oração pelo seu assassino minutos antes de ser baleado.
Essa informação foi revelada pelo pastor David Silva, ligado ao ministério de Marco Aurélio.  Na sexta-feira (11), enquanto evangelizava traficantes na entrada da favela Gogó da Ema, em Belford Roxo, recebeu dois tiros à queima-roupa.
David também contou que eles faziam esse tipo de trabalho em comunidades, há 15 anos. O pastor Marco Aurélio mantém uma casa de recuperação de viciados no município.
“Ele foi um pai para mim. E era para eu estar com ele naquele momento, só não estava porque precisaram de mim na igreja. Mas antes de ajudar a recuperar vidas, eu fui um deles, e sei a importância desse trabalho. Por isso iremos continuar esse legado que ele nos deixou”, assegurou David ao jornal O Globo.
O pastor morto era conhecido pelo que fazia. Contudo, na sexta foi abordado por um traficante visivelmente drogado e que não o conhecia. Após se identificar como pastor, aconselhou o criminoso e fez uma oração por ele. Minutos depois, segundo conta um amigo que estava com ele, Marco Aurélio, que recentemente fez uma operação na perna esquerda, se abaixou para coçar a perna e pegar uma muleta.
O traficante teria se assustado e baleado o pastor. A polícia acredita que ele possa ter confundido a muleta com uma arma.
O pastor assembleiano tinha 48 anos e foi enterrado neste domingo (13), no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Deixou a esposa, a missionária Márcia Lima; três filhos, Jeremias (23 anos), Kerem (20) e Marcos Vinícius, 17 anos; além de dois netos, Hilary Costa, de 3 anos e Heitor Costa, de oito meses.

Família deseja que traficante se converta

O filho mais velho do falecido, Jeremias, de 23 anos, afirmou: “Quero que esse rapaz vá para igreja. Está nas mãos de Deus. Não quero mal para ele não, cara. Meu pai não ia querer mal para ele, por que eu iria querer?”.
Pelas redes sociais, parentes e amigos expressaram a tristeza com a morte do pastor.
“Como ele sempre dizia: missão dada, missão cumprida. Combati um bom combate, terminei a carreira e guardei a fé! Obrigado por ter sido meu pai”, escreveu Kerem, filha da vítima.
Uma mulher, que seria membro da igreja que ele pastoreava, fez a seguinte homenagem: “vamos sentir saudades deste homem de Deus que, com todas as suas falhas era um homem que ajudava, prestativo e fazia de tudo pelo seu próximo (…) Não podemos questionar, querer entender o motivo. Deus tem o controle de tudo. O Espírito Santo fará o restante, consolar a todos nós”.
Matéria extraída do site GOSPEL PRIME.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cantores e músicos sim, levitas não



Não sabemos quando começou, no meio cristão, o costume de se chamar cantores e músicos de levitas. Será que esse hábito está correto? Para respondermos a contento esta pergunta, necessitamos de recorrermos às Escrituras.
Primeiramente, quem eram os levitas? Os levitas eram descendentes de Levi – um dos filhos de Jacó (Gn 29.34). Os filhos de Levi eram um clã consagrado a Deus (Nm 3.12, 13) e responsável pelo cuidado do Templo. Eles ensinavam a Torá ao povo de Israel, serviam aos sacerdotes e cuidavam do Templo (Nm 3, 4).
Entre os levitas existiam homens designados para exercerem vários ofícios e atividades específicas no Santuário: eram sacerdotes (Ex 4.14; Nm 3.1-3, 10), porteiros (1 Cr 9.26), cantores (1 Cr 6.31-48), cuidavam dos utensílios sagrados (Nm 3.25-26, 31, 36, 37) e montavam e desmontavam a Tenda da Congregação no deserto (Nm 4). Vale salientar que até a varredura e a limpeza dos átrios do Templo eram de responsabilidade dos levitas, ou seja, eles desenvolviam uma espécie de serviços gerais na Tenda e, posteriormente, nos templos de alvenaria (de Salomão, de Zorobabel e de Herodes).
Corroborando essas verdades sobre os levitas, Souza Filho diz:
Biblicamente não existem equipes de levitas que se dediquem exclusivamente ao louvor da igreja. Os levitas eram uma tribo escolhida por Deus – e Deus tinha duas razões que eram a de compensar os primogênitos mortos no Egito – e deviam se dedicar unicamente ao serviço religioso, que incluía fazer a faxina do tabernáculo, carregar equipamentos, limpar banheiros, fazer o trabalho de açougueiro, cozinhar, lavar louça, e, entre eles, havia músicos que eram convocados para se dedicarem ao louvor contínuo.*
Após essa sucinta introdução acerca desses homens consagrados, compreendemos que é temerário chamarmos cantores e músicos de levitas, pois, dessa forma, estaremos contribuindo para a criação – ainda que informalmente – de uma classe especial de crentes dentro da Igreja de Cristo. Em o Novo Testamento (NT), em nenhuma parte lemos ou percebemos os apóstolos chamando cantores e músicos de levitas. Encontramos, sim, a palavra “levita” em Lucas 10.32 e em Atos 4.36; e “levitas” em João 1.19. Mas todas elas fazem referência aos legítimos filhos de Levi.
Como dito anteriormente, dentre os levitas existiam sacerdotes. Isso significa que, no Antigo Testamento (AT), todos os sacerdotes pertenciam exclusivamente à tribo de Levi. No entanto, quando olhamos para o NT, observaremos a quebra desse paradigma, pois Cristo, através do seu sacrifício expiatório, fez-nos reino sacerdotal: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real” (1 Pe 2.9).
No AT apenas o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos (Lv 16.2). Todavia, Cristo rasgou-nos o véu de divisão do Templo, dando-nos pleno acesso ao Pai Celestial. Somos, agora, sacerdotes e sacerdotisas de Deus:
Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água limpa (Hb 10.19-22).
A bem da verdade, todos os salvos, de certa forma, são “levitas espirituais”- porque são “sacerdotes” de Deus -, e não um grupo seleto que toca instrumentos e canta músicas nas igrejas. Portanto, cantores e músicos cristãos não devem ser chamados de levitas.
NOTA
* SOUZA FILHO, João A. de. O livro de ouro do ministério de louvor. Santa Bárbara d’Oeste, SP: Z3 Editora, 2010, p. 143-144.

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O que tem a ver o rico com a perdiz?



Vivemos num mundo em que, se alguém tem muitas posses materiais, ele é considerado próspero. Essa visão fundamenta-se numa cosmovisão meramente materialista. Assim sendo, se uma pessoa só procura satisfação em coisas terrenas, logo, para ela, a realidade espiritual não tem importância alguma.
Para os ímpios ambiciosos, o mais importante é terem bens em abundância: dinheiro, veículos, mansões, apartamentos, etc. O resto fica para depois. Nesse caso, o dinheiro, para elas, é o seu deus supremo.
Na Bíblia, encontramos um personagem com essa filosofia de vida. Em Lucas 12.16-20, Jesus narra uma parábola acerca de um homem rico materialista:
O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Podemos observar nesse homem uma acentuada preocupação com o crescimento material. Em nenhum momento de sua prosperidade ele faz menção de Deus, apesar de o Senhor ter mandado chuvas para a sua plantação e ter-lhe permitido uma boa colheita (Mateus 5.45). O texto sagrado diz que sua produção e seu granjeio foram violentos: “O campo (…) produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?”.
Todavia, o Senhor fez-lhe uma reprimenda, chamando-lhe de “louco” (v. 20). Isso mesmo, todos aqueles que priorizam as riquezas são “sem juízo” diante de Deus.
Biblicamente, entendemos que os tesouros dos ímpios servem-lhe de verdadeiras armadilhas. Na verdade, os impiedosos são como a perdiz: “Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias, as deixará e no seu fim será insensato” (Jeremias 17.11).
Mas alguém pode indagar: “E se o ímpio morrer cheio de riquezas?”. O apóstolo Paulo responde: “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (1 Timóteo 6.7). Consequentemente, restará ao ímpio tão somente o caixão de defunto e o túmulo sombrio. Dali para a frente, o caso é eternamente funesto.
Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

domingo, 2 de outubro de 2016

Quem você elegerá por estes dias?

Por Herenilton Julião



“Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses.”
(1Samuel 16.6,7)

Diante do atual clima de disputa eleitoral em todo o Brasil neste mês de outubro, vejo uma boa oportunidade de falar de uma escolha pessoal. Escolha esta que determina como se encaminhará nossa vida daqui pra frente. A questão que gostaria de deixar para reflexão no presente post é: Quem está no controle do nosso viver é um “EU” antropocêntrico ou a pessoa bendita de Jesus?

Há algumas aplicações espirituais nas passagens que narram a eleição de Saul pelo povo hebreu (1 Samuel 8-12). A eleição desse rei representou uma mudança de paradigmas. Foi a saída do regime tribal para a monarquia e um aparente avanço para o regime político e social de Israel. No entanto toda a tomada de decisão dos “cabeças” contava com a desaprovação divina (1 Samuel 12.12-19). Ou seja, temos de um lado o regime teocêntrico e do outro o regime antropocêntrico, representado por Saul.

O povo desejava muito ter um líder visível. Deus o concedeu, no entanto advertiu-os através de Samuel que a servidão dos homens significaria um jugo pesado (1 Samuel 8.10-18). Mas como convencer do contrário um coração obstinado que já se decidiu em seguir o seu próprio pensamento? Isso é um questionamento para o acontecimento histórico, mas poderia facilmente aplicá-la ou até mesmo reformulá-la para o tempo presente. Ao invés disso, poderia dizer: Como convencer uma geração tão aculturada em aparência exterior a investir em valores espirituais e eternos?

A bem da verdade, vivemos dias em que o aparente tem dominado por completo muitas vidas. E muitos viram escravos da moda, obcecados em ter o corpo perfeito, na popularidade, na fama... Todavia, a Palavra Deus nos fala fortemente que as coisas mais importantes não se podem ver, que são eternas, (1Cor 4.18) e também nos ensinam a viver pela fé e não por vista (1 Cor 5.17).

O povo desejava ser como as demais nações (1Sam 8.20). A transição para a monarquia não só representava uma mudança interna; era um meio para se igualar as nações vizinhas e pecadoras. Em sentido espiritual podemos dizer que é perigoso quando uma pessoa crente tenta se igualar ao mundo (entenda-se com isso o sistema pecaminoso regido por Satanás). As más influências do mundo conduzem a grandes abismos, como vícios e prostituição e, por fim, a perdição eterna (Rom 8.6).

Por fim, amados, gostaria de lembrá-los que só existem duas opções a nossa disposição: ou fazemos a vontade da carne ou fazemos a vontade do Espírito (Gl 5.17). Sem votos em branco ou nulo. A escolha é toda sua. A responsabilidade também.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Metamorfose ambulante: a espiral dos pensamentos voláteis

Por João Paulo Souza



Certa vez, durante uma viagem de ônibus, ao regressar de certo lugar para a minha casa, observei num dos braços de uma jovem uma frase emblemática. Estava escrito: “Metamorfose ambulante”. Neste instante, pensei: “Será que vale a pena alguém abraçar uma ideia desta e caminhar errantemente pelos desertos tenebrosos do relativismo de nossos dias?”.

No âmbito da biologia, a palavra “metamorfose” exprime a “transformação, geralmente rápida e intensa, que ocorre na forma, na estrutura e nos hábitos de certos animais durante seu ciclo de vida”[1]. Em sentido figurado, no tocante aos seres humanos, podemos descrever o processo metamórfico como as transformações céleres e violentas na aparência, no comportamento, nos costumes, no caráter, no pensamento, nas crenças etc.

Por sua vez, o termo “ambulante” denota aquele ou o “que se locomove, anda ou está em posição de andamento”[2]. Outra acepção: “Que não é fixo ou não tem lugar fixo”[3]. Filosoficamente, não era assim que pensavam os epicureus e estoicos, quando contendiam com Paulo (At 17.18)? Esses atenienses eram verdadeiros ambulantes no campo da filosofia e exagerados no tato com as religiões (At 17.22-23). A sociedade na qual estamos não representa, em certos sentidos, os deslocamentos ideológicos e religiosos desses homens?

Quando articulamos os vocábulos “metamorfose” com “ambulante”, a ideia que nos vem à baila é a de algo que está, ao mesmo tempo, transformando-se e movimentando-se. Eis uma imagem fiel e descritiva da sociedade hodierna, que tem como paradigma a prática e a defesa da postura politicamente correta.

Por isso, ao compreendermos esses dois conceitos, chegamos à conclusão de que a sociedade do “pensamento politicamente correto” não encontra – e nunca encontrará! – apoio no Deus das verdades absolutas. Isso porque a fé cristã é fundamentada em verdades imutáveis (Is 40.8), e o Deus da Palavra, bem como a Palavra de Deus jamais cederá aos caprichos do relativismo propalado em nossos tempos. Pensamentos libertinos e opiniões contraditórias não têm lugar na congregação dos justos.

Embora as Escrituras digam que Deus é amor (1 Jo 4.8), Elas também dizem que Ele é justiça, e “sente indignação todos os dias” (Sl 7.11). Por conseguinte, essas verdades indeléveis apontam para o caráter íntegro do Senhor, que, mesmo sendo cheio de amor, não deixa impune as pessoas que praticam o pecado de forma deliberada.

Quanto ao trato com essa sociedade contaminada por valores morais sórdidos e transitórios, encontramos um bom conselho da parte de Deus: “Retirai-vos do meio deles [dessa sociedade podre], separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 6.17-18, grifo nosso). “Retirar-se do meio deles” não significa que devemos nos isolar dos pecadores. Porém, cabe-nos tão somente reprovar as más obras deles e, por meio das boas obras, iluminá-los com a luz de Cristo: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus” (Mt 5.16).

O Areópago dos tempos de Paulo pode representar muito bem os núcleos metamórficos de onde são produzidos sofismas contra a Igreja (At 17.22). Em Atenas, ficava este tribunal, que era responsável pela criação e funcionamento das “leis, religião e educação”[4] gregas. Em nosso país, temos também uma espécie de “areópago” sofisticado, que faz leis anticristãs, defende deuses estranhos e fomenta ensinos descaradamente contrários ao que o Santo Livro ensina, especialmente na educação básica e no ensino superior.

Este mundo “areopagita” não comunga a fé dos verdadeiros cristãos. Ele é inconstante. É profano. É uma metamorfose ambulante. Na verdade, ele odeia os cristãos autênticos, porque nele não há verdades absolutas. O próprio Jesus alertou os seus discípulos quanto a isso: “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou” (Jo 17.14). Este versículo revela-nos que o ódio do mundo contra nós é porque guardamos a inamovível Palavra de Deus (Tg 1.22).
Portanto, “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2). Não coadunemos com essa metamorfose ambulante!

Não cedamos à espiral dos pensamentos voláteis. Não coadunemos com essa metamorfose ambulante!
Notas:
[1] “Metamorfose.”. Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: . Acesso em: 19/08/16.
[2] “Ambulante.”. Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: . Acesso em: 19/08/16.
[3] “Ambulante.”. Dicionário Online Caldas Aulete. Disponível em: . Acesso em: 19/08/16.
[4] Bíblia de Estudo Almeida. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2013, p. 1504.

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Para os meninos e meninas espirituais de plantão


Por João Paulo Souza


Uma característica essencial das "crianças espirituais" é que ainda não podem se alimentar de alimento sólido, pois o leitinho espiritual de Deus lhes bastam.

Tem gente que pensa que tempo de crente a faz um gigante espiritual. Querido (a), tempo de vida em Cristo não é sinônimo de maturidade espiritual. NÃO SE ENGANE! NÃO SEJA ENFATUADO (A)!


Portanto, meninos e meninas de plantão, deixem de ser preguiçosos ou negligentes. Leiam as Escrituras diariamente e se permitam serem moldados pelo Espírito Santo do Senhor Jesus Cristo, para que o crescimento de vocês seja saudável:

"Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido" (Hebreus 5.12).

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Bíblia condena o vício da pornografia?

Por João Paulo Souza

No último artigo que escrevemos falamos um pouco sobre a pornografia a partir da ótica científica. Desta feita, iremos abordá-la sob a tutela das Escrituras Sagradas. À vista desta abordagem, a Bíblia, de fato, condena a pornografia?
Ao folhearmos todas as páginas da Bíblia, não encontraremos a palavra “pornografia”. Entretanto, esta ausência vocabular não significa que as Escrituras não tratem do assunto. Pelo contrário, existe um termo grego chamadoporneia[1], que é traduzido em língua portuguesa pela palavra prostituição (Gl 5.19). Porneia abrange toda e qualquer prática sexual.
Como esposado pelo título deste artigo, geralmente o consumo de pornografia vem acompanhado pelo vício. E o que é vício? É a “dependência física e/ou psicológica de determinada substância ou prática”[2]. Dessa forma, o consumo excessivo e incontrolável de material pornográfico configura-se um vício, que, por seu turno, é condenado biblicamente: “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?” (Rm 6.16, ARA[3] ).
Em 1 Coríntios 6.12, o apóstolo Paulo diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. Trocando em miúdos, o doutor dos gentios quis dizer que, quando aceitamos Cristo como nosso Senhor e Salvador, somos libertados das amarras do pecado, ou seja, temos plena liberdade de escolha. Realidade esta que um viciado em pornografia não desfruta, porque está dominado, vencido pelos desejos desenfreados da natureza pecaminosa que nele habita (Gl 5.19).
É importante também compreendermos que o pecado não está apenas no vício em si, mas também no próprio consumo de porneia. Como dito acima, esta expressão grega abrange toda e qualquer prática sexual. E o mundo da pornografia é recheado de práticas sexualmente abomináveis diante de Deus: incesto (Lv 18.6), fornicação (Dt 22.20-21; 1 Ts 4.3-5), pedofilia (Rm 1.31; 2 Tm 3.1-3), prostituição (1 Reis 15.12; Gl 5.19), adultério (Mt 5.27-28), bestialismo (Lv 18.23), homossexualismo (Lv 18.22; Rm 1.26-27), bigamia e poligamia (Lv 18.18), orgia (Rm 13.13; 1 Pe 4.3). Certamente, além dessas, existem outras práticas pervertidas.
Portanto, as evidências bíblicas são claras em relação ao vício em pornografia. O Livro Santo condena veementemente toda e qualquer prática sexual que não seja dentro do casamento entre um homem e uma mulher: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).
Concluindo, faço minhas as palavras do rei Davi: “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.3, ARC[4]).
Notas


[1] Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. 2ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 2366.
[2] “Vício.”. Dicionário Online Caldas Aulete. Disponível em: <http://www.aulete.com.br/v%C3%ADcio>. Acesso em: 17/08/16.
[3] Almeida Revista e Atualizada
[4] Almeida Revista e Corrigida

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.